quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quarentena


Sempre temos que agradecer,
Agradeço a Você por essa nova oportunidade
Estou num novo caminho, o deserto
Tantas miragens de esculturas, alimentos frescos e deliciosos bem na frente
Apenas olho para o céu, e meu espírito ainda olha triste para baixo, espero Sua Luz...
Ainda agradeço por estar vivo, andando nesta imensa sombra de realidade... reparando em cenas de luta e desgosto espalhados pelo mundo...
Ainda agradeço por vocês estarem por aqui comigo,
Tenho alguns dias, tenho uma vida inteira, ou posso ter alguns milésimos de segundos.
E ainda assim sempre agradecerei com felicidade por participar deste Universo.
Pois não estamos aqui por acaso.

Obrigado

We have always to thank,
I thank You for this new opportunity
I am on a new way, the desert
So many mirages of sculptures, fresh and delicious food in front of me
I just look at the sky, and my spirit still looks down sadly, I hope Your Light ...
Also thank you for being alive, walking in this huge shadow of reality... noticing fight scenes and disgust around the world...
Although I appreciate you for being here with me,
I have a few days, I'll always give thanks with joy to participate this Universe.
Because we are not here for accident.

Thank You.

(PHOTOSHOP)

Obrigado Felipe pelo apoio - http://sinonimodeoutono.blogspot.com.br/



terça-feira, 22 de julho de 2014

Barraco, Cabana ou Casinha de Madeira?









Chão de terra, pedrinhas, e pequenos arbustos... folhas pelo chão e mordidas de pés descalços que formam pegadas... Cachorros, ventania, poeira, e um cheiro de fogueira em alguns momentos.


É neste ambiente que tenho vivido nos últimos tempos, exatamente há 4 meses, em que estou lutando por um pedaço de chão pra construir minha casa, meu espaço.


Negociei com meu amigo e cá estou numa pequena senão minúscula casa de madeira, com frestas em que os ventos da madrugada atravessam e se misturam com meu colchão e cobertores.


Ainda tenho muito trabalho pois a área é bem acidentada, com muitos pedregulhos e mato, e fora que eu não tenho muita experiência com trabalhos braçais, e realmente não me orgulho disso, mas não reclamo por fazer esse trabalho, por incrível que pareça acho até legal, é um trabalho árduo, mas diferente.


Quando me perguntam como que está indo o trabalho no terreno, acabo dizendo que estou arrumando a terra pra construir um barraco.


Mas "peraí" um Barraco em pleno século 21? Num mundo completamente moderno e com informações saltitando pelos ares de lá pra cá em ondas de TV, frequências de rádio, e cabos de internet, ainda se usa a palavra Barraco? ... É um mundo onde o "Do It Yourself" te dá todas as soluções de criar com as próprias mãos seu lar, ou melhor onde as casas são quase que confeccionadas em 'máquinas de costura', e já saem por aí de pronta entrega, você insiste em dizer que vai construir um "barraco"?


Ora, que mundo vivemos? Seria chique chamar de "casinha de madeira", quase lembrando dos Três Porquinhos?


Ou ainda mais chique chamar de "Cabana" um lugar que lembra mais uma história de terror?


Que diferença faz sendo que no mundo inteiro é chique ser rico e mal educado; chique ter muito dinheiro e não ajudar instituições ou pessoas carentes; é chique trabalhar numa empresa multinacional ser simpático com outros funcionários mas em casa bate até na mãe; é chique se dizer "santa" e babar ao ver músculos de homens sarados na tela de computador mas que quase chora se ouvir alguém falar a palavra "pau"; é chique trabalhar por um salário de merda e ver seu patrão postando fotos na Itália, França ou na Puta que o Pariu e que ao invés de chegar e se manter no clima do lugar prefere humilhar seus funcionários com ordens idiotas e comentários inúteis sobre como é bom ser o foda ricaço e gastar todo o dinheiro limpando bundas de elefantes pela Ásia.


Chique realmente é uma palavra idiota que não significa nada a mais do que o Status de ser melhor do que alguém ou algo, enfim, é ostentação ou seja, diminuir outras pessoas com apenas três palavras VOCÊ NÃO PODE.


Seria inútil eu tentar denominar ser chique dizer barraco, cabana ou casinha de madeira sendo que o propósito do lugar é ser um lar, tranquilo, confortável, aconchegante e bonito, por que não bonito? Até mesmo os lugares mais estranhos podem ter sua beleza.


Um lugar onde não tenha indiferença, não tenha tristeza e mesmo que não tenha as paredes de concreto e um lustre do tamanho de um Transformer, haja sim muita fartura de amor, comida e sorrisos.


Afinal o que vale mais? Pedras, madeira e cimento ou felicidade, família e amor?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Migalhas

                                            
Eu tenho que ir e vir,
nessa longa estrada de migalhas, rápido e eficiente, 
nadando a noite, mergulhado em café e alcool, 
iluminado pela Lua na janela, 
muitos confundirão com festas, mas é apenas parte de um processo doloroso
noites em claro e notas vazias
contagens de produtos afundados em lama 
sono desperdiçados em sonhos de merda e putaria
não é o amor que estava trabalhando por aqui
não é a luz que eu queria, 
a paz era uma utopia até as seis 
eu prefiro viver de Luz, 
eu prefiro nadar com meus amigos
queria ser libre e escolher as cores mais bonitas
deslizar pelos céus encontrando novas pedras lapdadas
muitos confundiriam com viagens e fama, mas na verdade eu 
repito calmamente 
todos os dias como um relógio do infinito, preciso e disciplinado
um dia as pilhas acabam
um dia as contas morrem 
um dia as ilhas mudam de lugar, 
e viveremos todos com copos cheios de moedas de madeira... 
(Caneta Esferográfica)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Retorno pra casa


Caí num buraco cinza
Minha paciencia se esgotava a cada segundo, mas
é hora de criar uma nova fase e crescer mais.
Estou voltando e espero ver vocês com mais vida e saúde.
Um brinde e até logo.


(caneta + photoshop)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Rotina Agressiva

Ouço seus sermões, suas criticas, seus insultos.
O que ela me diz entra por um ouvido e cai bem no coração apertando cada veia e queimando cada neurônio.
Minhas cicatrizes começaram a queimar de novo, e agora parece que meu único propósito é me arriscar sempre.
Cada segundo sem o que quero é como uma navalha cortando minha alma.
E cada gota que cai e desce, escorrendo por entre os fios curtos dos meus cabelos, poderiam levar essa insatisfação, mas do que estou reclamando se você ainda está do meu lado!?
Quantos inimigos invisíveis eu teria que fazer para criar uma guerra e provar que estou no caminho certo, lutar contra as frustrações e criar novas cores e horizontes pra você ficar satisfeita com as minhas perfomences.
Espero que amanhã eu esteja aqui pra ver seu sucesso e aplaudir com as mãos cortadas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Onde vou?! ... Não sei...

Quantas vezes eu te disse "eu te amo " hoje?!
...
Certo, agora quantas vezes eu e falei sobre outras pessoas importantes na minha vida como mãe, pai, irmão?!
...
Tudo bem, e quantas vezes eu te falei sobre pessoas que passaram pela minha vida nestes últimos anos?! ...
Legal...
Então porque pensar tanto no que não deveríamos pensar ou falar?! ... Eu sei que não expresso tão bem quanto eu queria, mas talvez um dia isso mude.
Eu posso retornar aos meu ssonhos antigos a qualquer momento por livre e espontânea vontade, mas no momento não me faria bem e nem tenho intenções, pois até agora eu decidi meu futuro.
bem...

Boa Sorte pra mim.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Xan


Numa tarde quente em setembro de 1988
Dois caças da força aérea brasileira cruzam o céu daquele início de primavera
Meu pai com sua bermuda verde e regata amarela ajustava os fios que atravessavam o quintal até em casa
Céu azul e reflexo do sol alaranjado, 
Minha mãe não chegara do trabalho, eram umas 14hs da tarde 
Eu com meus soldados e carrinhos no chão, camisetinha do super homem, bermudinha de moletom preta, ajoelhado e mirando o cachorro Snoopy em sua casinha, o calor o deixava entediado.  
Ouvi a Dona Enedina com o papagaio discutindo problemas sociais
e sua filha Paulinha, era linda, estendia roupas no varal do corredor, abaixava pra pegar mais no balde, que visão... depois de anos fui entender
O corredor que segue para o portão baixo e os muros com ornamentos triangulares
da minha casa consigo ver os prédios, pra mim, um pequeno garoto, pareciam gigantes deuses protetores do meu futuro. Dava pra ver a casa do outro lado da rua, uma casa sem revestimento, apenas os tijolos cor de terra, lá morava um senhor alemão, não gostava de visitas, era rabugento... 
Minhas roupas limpas secando no varal eram ganhas dos vizinhos, eu conheço bem meu passado, conheço muito bem o passado dos meus pais e sei qual foi minha herança, apenas a dignidade de continuar a crescer...
O meu pai com a fábrica de sonhos no quintal, atendia seus amigos que saíam um pouco menos feios apos o trabalho bem feito dele, cadeiras com ajuste e espelhos, um sofá, algumas revistas (aquelas revistas), o lavatório, a mesa com vários livros, uma caixa de som, a janela que dá para o quarto...
no quarto a estante de bambu...
A penteadeira e as gavetas com galáxias semi-novas, e anéis de saturno guardados em universos seguros... o radio relógio marca 19 horas em números quadrados e vermelhos, quando despertava era o radio que tocava, o noticiário das manhãs... “pra onde será que vou?” é meu pensamento...
As camas, a de casal, a de solteiro, e o meu colchão no chão, é onde eu sonhava com futuros amores e casas feitas de ferro e barro, homenzinhos trabalhavam nos lençóis empurravam os carros de cima dos travesseiros, a T.V. exibia filmes de ficção e meu pai chorava pra eu não olhar, sou novo, o chão de madeira com um espaço de meio metro com uma cidade subterrânea, mal conseguia dormir com tanto barulho e poluição... acordava 7 da manhã pra assistir o movimento das sombras das paredes e telhados no quintal e o Snoopy cantando para as formigas. Aquele cheiro de verão...
As formigas caminhavam no canto das paredes em sentido ao prédio atrás do portão de madeira, imaginava essa pequena cidadezinha de anteninhas conversando entre si...
Um barulho no portão, e meus bracinhos iam em direção ao pescoço de minha salvadora mãe...
Nos natais contava luzes coloridas, ao mesmo tempo em que ouvia o som vibrante na cozinha com suas batidas vertiginosas e ainda um gosto novo por vir sobre atitudes agressivas e guerras de hormônios,
A vizinha com seus pezinhos em cima do carro de seu pai me convidava para uma brincadeira nova, onde meu coraçãozinho novo batera mais forte perto do dela... amor...
Lembro da única festa de rua, a fogueira, as comidas e bebidas, música alta e vizinhas com suas perninhas abaixo das saias pra lá e pra cá exibindo um tesouro quase escondido, pequeno eu tinha que dormir cedo...festa, onde descobriram meu defeito no jeito de falar que mais tarde foi consertado com muito esforço...
Não são segredos sobre alguém em especial,
São verdades incontestáveis
O sorriso dela me fazendo brilhar os olhos com o real amor de filho, a admiração do super-herói de jaqueta marrom com suas tesouras e pentes...
O outro pequeno que me seguia, ia onde eu ia, cantávamos juntos enquanto as partidas passavam na T.V. em preto e branco...
Noite chuvosa com muitos lagos descendo pelos ralos do quintal...
E ela arrumava a casa pra deitarmos em condições favoráveis pra uma outra brincadeira, irmã mais nova dela...
Paulinha com o mel no rosto e as espinhas, e eu sempre ria, e ela sempre apertava minhas bochechas com força...
Dona Regina prepara o café com leite e coloca na mamadeira, estou sentado no sofá apertando os dedos dos pés esperando dar a hora de ir pra escola
E ele dorme resmungando com os travesseiros
Ela me chamava de Xan...
E eu sigo em direção à escola...
E hoje não me chama mais...
Sigo em direção ao trabalho,
Estou calibrando melhor meu foguete...
E eu hoje sigo em direção à luz... ...